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sexta-feira, 29 de abril de 2011

6ª OFICINA TP 3 UNIDADE 11 E 12

Iniciamos nossos encontro com uma linda mensagem chamada Canção dos Homens que descreve os costumes de uma tribo africana desde o seu nascimento até sua morte. Como os objetivos da oficina eram refletir sobre a organização lingüística das tipologias textuais e observar a inter-relação entre gêneros e tipos textuais lemos um texto de Marcuschi no qual fica explicito a diferença entre um e outro. No primeiro momento da oficina foram discutidos os temas da TP e percebi que algumas colegas ainda apresentam dúvidas sobre a distinção entre gênero e tipo textual. No entanto, outras disseram que o material do Gestar é de fácil compreensão e que já sentiram uma mudança em suas abordagem sobre gêneros na sala de aula. Os professores elaboraram em grupo atividades relacionada às unidades finais do Tp3. Em seguida foi realizada discussão, reflexões e sugestões acerca dos relatórios elaborados pelos cursitas sobre os dois avançando na pratica das unidades 9 e 10 da Tp3. Cada um após a leitura de seus relatórios expôs seus resultados obtidos, tanto positivos quanto negativos durante o desenvolvimento do seu trabalho com seus discentes. Lemos o texto “o salário mínimo” de Jô soares para a realização desta oficina, foi feita uma leitura em conjunto dos itens abordados. O trabalho foi desenvolvido da seguinte maneira: o grupo analisou o texto, chegando à conclusão que é uma crônica mostrando argumentos que os fizeram chegar a tal conclusão.Após estas análises, concluímos que apesar das dificuldades encontradas, as atividades propostas do avançado na pratica e a oficina, possibilitam e facilitam ao educador em trabalhar tipos textuais e inter-relação entre gêneros. E o retorno disso tudo e para o decente, que deve receber uma formação de qualidade. Portanto que o professor, realize um bom trabalho, e necessário que ele amplie seus conhecimentos. Logo em seguida cada professor escolheu um avançando na prática que seria trabalhado em sua turma, como o tema Bullyng é um tema muito pertinente no interior da escola sugeri que fizessem com uma turma o avançando na prática da página 172 onde pode ser trabalhado a transposição de gênero com o tema.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

No Botequim – Jô Soares

Freguês — Garçom, por favor. Eu quero um café com leite com uma rosquinha.
Garçom — O senhor vai me desculpar, mas não tem mais rosquinha.
Freguês — Ah? Não faz mal. Então me dá só um cafezinho simples. Isso. Só um cafezinho. Com uma rosquinha.
Garçom — Eu acho que não me expliquei direito. Eu falei pro senhor que não tem mais rosquinha. Acabou toda a rosquinha,
Freguês — Ah, bom. Se é assim, muda tudo. Então me traz um copo de leite. Leite tem? Beleza. Me traz um copo de leite. Com uma rosquinha.
Garçom — Eu disse que não tem mais rosquinha! Torrada tem, rosquinha não tem! Há três anos que não tem rosquinha!
Freguês — O senhor também não precisa ficar nervoso. Não tem, não tem. Eu peço outra coisa. Qualquer coisa. Eu não sou difícil de comer. Eu tomo o que o senhor quiser. Chocolate, chá. Sei lá. Chá o senhor tem? Então taí. Traz um chazinho. Com uma rosquinha.
Garçom — Eu já disse que eu não tenho rosquinha! Faz o seguinte. Vai em outro boteco. Não me enlouquece. Vai em outro boteco!
Freguês — Não, pode deixar. Vamos mudar. Em vez disso, me dá uma coisa que alimente mais. Uma coalhada. Coalhada tem?
Garçom — Tem.
Freguês — Tem mesmo?
Garçom — Tem.
Freguês — Vê lá, hein? Não vai me fazer mudar o pedido de novo.
Garçom — Eu já disse que tem!
Freguês — Ótimo. Uma coalhada. Mas não esquece da rosquinha.
Garçom — O senhor é maluco, é? Não tem rosquinha! Não tem rosquinha!!
Freguês — Tá bom, tá bom. Não precisa gritar. Traz só a rosquinha.
Outro Freguês — Escuta aqui. O senhor quer enlouquecer o garçom, é? Há dez minutos que eu estou ouvindo esse papo e eu não sei como ele está agüentando! Olha, não liga pra esse maluco não. Traz logo a rosquinha dele e pronto.

SONETOS- ALUNOS DO GESTAR II

O amor é o nascer do sol na madrugada,
É uma fogueira;
O amor é vida que se vive,
É uma luz que ilumina a alvorada.

É o sol que aparece com sua delicadeza
É a estrela que enfeita a noite.
É o mar com suas ondas;
É a natureza com sua beleza.

O amor é uma nuvem que faz chover;
É uma semente,
É um tesouro que ninguém pode ver.

O amor é um pássaro raro
É uma procura arriscada
Por um diamante caro.
(Guilherme Daniel Matoso Maciel)

Semente
(Marineis Ronche Lemes)
O amor é uma semente,
Que plantada nasce como sonho
E regada cresce com carinho,
Mas só quem vive o sente.

É uma semente que sem querer ela aparece,
Quando você menos espera ela cresce,
Em um coração, sem rancor e angustia;
É lá, em um coração de esperança que ela cresce.

Como saber que essa semente
Não iria nos fazer chorar?
É como um calendário que vive em nossa mente.

Essa semente é um querer em um sonhar;
É um sorriso em espera;
É o amor e um cantar.
(Marineis Ronche Lemes)
O Amor
(Wesle Chiodelli)
O amor existe no coração
Das pessoas apaixonadas,
Das famílias e dos amigos;
É uma grande fonte de emoção.

Amar é uma emoção
pura e muito forte;
É a chama entre os corações,
É o calor humano da paixão

O amor nasce no coração
das pessoas mais sensiveis,
que por ele tem grande admiração.

O carinho que trago no peito
É um sentimento fiel e sincero,
Que por alguém especial já foi feito




Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola
Pólo Municipal Venita Ribeiro Marques.
Guilherme Daniel Matoso, Jéssica Miranda, Marineis
Lemes, Wesle Chiodelli.
Professora: Jéssica Balen Sanches.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

INTERGENERICIDADE

A intergenericidade é, de acordo com Koch (2006), um fenômeno de hibridização, de mistura de gêneros ou de intertextualidade intergêneros. Em outras palavras, consiste na possibilidade de um determinado gênero apresentar uma forma híbrida, isto é, apresentar a forma de outro gênero. Pensando nessa possibilidade, resolvi brincar assim:

Prezadíssimo Útero:
Estou aqui, mais uma vez, prestes a fazer-lhe uma visitinha. Digo-lhe isso, caro Forno, pois já consigo enxergar de uma outra dimensão as partes que sempre, quando juntas, me formam. Bem ali, sobre uma já conhecida mesa, estão 4 ovos, 1 lata de leite condensado, 2 xícaras de chá de coco ralado, 1 colher de sopa de fermento em pó, manteiga (para untar a placenta) e açúcar de confeiteiro para me polvilhar no pós-parto. É isso mesmo: daqui a pouco você será fecundado para que eu possa nascer...
É só ter paciência. Aprendi a esperar que alguém coloque na batedeira as gemas para que elas se transformem num creme leve e fofo e, nesse instante, adicione o leite condensado aos poucos e sem parar de bater. Quando esse alguém desligar a batedeira e juntar o coco ralado, eu já estarei quase parecido comigo e bem perto de você, amigo Útero. Depois é só mexer bem o creme com uma espátula, adicionar o fermento peneirado e misturar bem.
Após esse período, mãos carinhosas deverão bater as claras em neve e juntá-las à minha massa (em movimentos leves e delicados para que o ar incorporado não se perca). Em seguida, esse feto deverá ser colocado em uma forma -com furo central e untada- e levado até você já pré-aquecido. Ao me retirarem de suas entranhas, caro Útero, depois de frio, serei polvilhado com açúcar de confeiteiro (meu talquinho) e estarei pronto para o deleite das bocas sedentas.
Um forte abraço e até breve,
Futuro Bolo de leite condensado e coco.

domingo, 17 de abril de 2011

HUM!

Vania Nogueira De Lara
C. E. M. Criança Esperança I; Rio Brilhante (MS)

Acordei cedinho
Abri a janela
Cadê o canto do passarinho?

O passarinho voou
Foi embora
Aqui não mais voltou.

Que cheiro esquisito é esse?
De couro? Ah, é o progresso.
O curtume ali se instalou.

Dia de chuva
Cadê o passarinho?
Que cheiro esquisito é esse?
Azedo. Hum... A usina ali se instalou.

Que barulho é esse?
A cidade cresceu
E o movimento gerou
Hum! Muito barulho
Atchim! Atchim!
Que atchim é esse?

É a fumaça da cana.
É o pó de arroz do secador.
É o emprego do meu pai.
Hum... atchim!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

POEMA PROJETO

Poema - projeto

O projeto é confundido com o produto
mas não é o produto
o projeto é o caminho
que passa pelo produto
e se continua
até o fim do produto
e se continua
pois o projeto é um caminho
assim
o projeto não é a cadeira
a ponte, o arranha-céu, a cidade
o garfo, a faca, a cozinha
o refrigerante, a embalagem, o automóvel
o ursinho de brincar
o projeto não é o sapato
nem o biodigestor
nem a fábrica nem a indústria
pois o projeto não é a instituição
o projeto é o processo
o produto um dos seus resultados
[a atividade do projeto é um caminhar
que passa pelo produto e se continua]
o projeto é aperfeiçoável; exercitável, aprendível
o projeto não é o produto
assim a complexidade do projeto não está no produto
[a complexidade do produto é inerente a este]
a complexidade do projeto está no seu caminho
na maneira de sua condução
[um simples pote de barro pode resultar de
complexa atividade projetual]
o projeto pode ser ir da casa até a fonte
[quando o caminho não é suficientemente conhecido]
o projeto pode ser a atividade exercida
para resolver problemas diários
o projeto não é a luz, mas uma das
maneiras de obtê-la.

[José Luiz Mendes Ripper; agosto, 1982]

5ª OFICINA-OFICINA LIVRE ORIENTAÇÃO DE PROJETOS

Oficina de elaboração do projeto

Nosso 5º encontro aconteceu no dia 15 de abril nas dependências da Secretaria Municipal de Educação. Iniciamos nosso encontro com a leitura do poema Projeto de José Luiz Mendes Ripper. Nesta oficina vamos dar inicio a elaboração dos projetos que serão desenvolvidos pelos professores em suas respectivas escolas. Apresentei através de slides uma seqüência de como elaborar um projeto, suas etapas e estruturas. Em seguida, os cursista escolheram o tema de seu projeto de acordo com a relevância para sua clientela. Posteriormente, passaram a debater sobre a situação-problema. Por conseguinte, iniciaram o levantamento bibliográfico que servirá como fundamentação teórica para a elaboração do projeto Então, foi escolhido os seguintes temas e ficando estabelecido que : A Professora Márcia Regina trabalhará com o projeto “Rádio na Escola”, a professora Claudete ”Poetas da Escola” Professoras Marcilene e Camila Projeto “A importância da poesia para o prazer da leitura”, Professoras Viviane e Lucélia “Folclore Regional e por a fim a professora Jéssica Balen o projeto “Fotografando a minha realidade”. Foi um encontro muito proveitoso, onde cada professora já saiu com um esboço de seu projeto. Encerramos o encontro, orientando sobre a próxima oficina.