Postagens populares
-
PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAL MOREIRA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, ESPORTE, CULTURA E LAZER. Escola Maria de Lourdes Fragelli Projeto folclore ...
-
Freguês — Garçom, por favor. Eu quero um café com leite com uma rosquinha. Garçom — O senhor vai me desculpar, mas não tem mais rosquinha. ...
-
A intertextualidade é uma forma de diálogo entre textos, que pode se dar de forma mais implícita ou mais explícita e em diversos gêneros ...
-
O amor é o nascer do sol na madrugada, É uma fogueira; O amor é vida que se vive, É uma luz que ilumina a alvorada. É o sol que aparece...
-
A intergenericidade é, de acordo com Koch (2006), um fenômeno de hibridização, de mistura de gêneros ou de intertextualidade intergêneros. E...
-
Para identificar o gênero discursivo, escrito ou oral, deve-se perguntar: Para que serve? Que tipo? Suporte: é onde aparece o gênero....
-
Fala do Futuro (Poesia Argumentativa) O futuro da propriedade é o aluguel. Só haverá dois papéis: o dos locatários e o dos administradores. ...
-
Sequencia didatica 2 View more presentations from dalvabambil .
sexta-feira, 29 de abril de 2011
6ª OFICINA TP 3 UNIDADE 11 E 12
quarta-feira, 20 de abril de 2011
No Botequim – Jô Soares
Garçom — O senhor vai me desculpar, mas não tem mais rosquinha.
Freguês — Ah? Não faz mal. Então me dá só um cafezinho simples. Isso. Só um cafezinho. Com uma rosquinha.
Garçom — Eu acho que não me expliquei direito. Eu falei pro senhor que não tem mais rosquinha. Acabou toda a rosquinha,
Freguês — Ah, bom. Se é assim, muda tudo. Então me traz um copo de leite. Leite tem? Beleza. Me traz um copo de leite. Com uma rosquinha.
Garçom — Eu disse que não tem mais rosquinha! Torrada tem, rosquinha não tem! Há três anos que não tem rosquinha!
Freguês — O senhor também não precisa ficar nervoso. Não tem, não tem. Eu peço outra coisa. Qualquer coisa. Eu não sou difícil de comer. Eu tomo o que o senhor quiser. Chocolate, chá. Sei lá. Chá o senhor tem? Então taí. Traz um chazinho. Com uma rosquinha.
Garçom — Eu já disse que eu não tenho rosquinha! Faz o seguinte. Vai em outro boteco. Não me enlouquece. Vai em outro boteco!
Freguês — Não, pode deixar. Vamos mudar. Em vez disso, me dá uma coisa que alimente mais. Uma coalhada. Coalhada tem?
Garçom — Tem.
Freguês — Tem mesmo?
Garçom — Tem.
Freguês — Vê lá, hein? Não vai me fazer mudar o pedido de novo.
Garçom — Eu já disse que tem!
Freguês — Ótimo. Uma coalhada. Mas não esquece da rosquinha.
Garçom — O senhor é maluco, é? Não tem rosquinha! Não tem rosquinha!!
Freguês — Tá bom, tá bom. Não precisa gritar. Traz só a rosquinha.
Outro Freguês — Escuta aqui. O senhor quer enlouquecer o garçom, é? Há dez minutos que eu estou ouvindo esse papo e eu não sei como ele está agüentando! Olha, não liga pra esse maluco não. Traz logo a rosquinha dele e pronto.
SONETOS- ALUNOS DO GESTAR II
É uma fogueira;
O amor é vida que se vive,
É uma luz que ilumina a alvorada.
É o sol que aparece com sua delicadeza
É a estrela que enfeita a noite.
É o mar com suas ondas;
É a natureza com sua beleza.
O amor é uma nuvem que faz chover;
É uma semente,
É um tesouro que ninguém pode ver.
O amor é um pássaro raro
É uma procura arriscada
Por um diamante caro.
(Guilherme Daniel Matoso Maciel)
Semente
(Marineis Ronche Lemes)
O amor é uma semente,
Que plantada nasce como sonho
E regada cresce com carinho,
Mas só quem vive o sente.
É uma semente que sem querer ela aparece,
Quando você menos espera ela cresce,
Em um coração, sem rancor e angustia;
É lá, em um coração de esperança que ela cresce.
Como saber que essa semente
Não iria nos fazer chorar?
É como um calendário que vive em nossa mente.
Essa semente é um querer em um sonhar;
É um sorriso em espera;
É o amor e um cantar.
(Marineis Ronche Lemes)
O Amor
(Wesle Chiodelli)
O amor existe no coração
Das pessoas apaixonadas,
Das famílias e dos amigos;
É uma grande fonte de emoção.
Amar é uma emoção
pura e muito forte;
É a chama entre os corações,
É o calor humano da paixão
O amor nasce no coração
das pessoas mais sensiveis,
que por ele tem grande admiração.
O carinho que trago no peito
É um sentimento fiel e sincero,
Que por alguém especial já foi feito
Alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola
Pólo Municipal Venita Ribeiro Marques.
Guilherme Daniel Matoso, Jéssica Miranda, Marineis
Lemes, Wesle Chiodelli.
Professora: Jéssica Balen Sanches.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
INTERGENERICIDADE
Prezadíssimo Útero:
Estou aqui, mais uma vez, prestes a fazer-lhe uma visitinha. Digo-lhe isso, caro Forno, pois já consigo enxergar de uma outra dimensão as partes que sempre, quando juntas, me formam. Bem ali, sobre uma já conhecida mesa, estão 4 ovos, 1 lata de leite condensado, 2 xícaras de chá de coco ralado, 1 colher de sopa de fermento em pó, manteiga (para untar a placenta) e açúcar de confeiteiro para me polvilhar no pós-parto. É isso mesmo: daqui a pouco você será fecundado para que eu possa nascer...
É só ter paciência. Aprendi a esperar que alguém coloque na batedeira as gemas para que elas se transformem num creme leve e fofo e, nesse instante, adicione o leite condensado aos poucos e sem parar de bater. Quando esse alguém desligar a batedeira e juntar o coco ralado, eu já estarei quase parecido comigo e bem perto de você, amigo Útero. Depois é só mexer bem o creme com uma espátula, adicionar o fermento peneirado e misturar bem.
Após esse período, mãos carinhosas deverão bater as claras em neve e juntá-las à minha massa (em movimentos leves e delicados para que o ar incorporado não se perca). Em seguida, esse feto deverá ser colocado em uma forma -com furo central e untada- e levado até você já pré-aquecido. Ao me retirarem de suas entranhas, caro Útero, depois de frio, serei polvilhado com açúcar de confeiteiro (meu talquinho) e estarei pronto para o deleite das bocas sedentas.
Um forte abraço e até breve,
Futuro Bolo de leite condensado e coco.
domingo, 17 de abril de 2011
Vania Nogueira De Lara
C. E. M. Criança Esperança I; Rio Brilhante (MS)
Acordei cedinho
Abri a janela
Cadê o canto do passarinho?
O passarinho voou
Foi embora
Aqui não mais voltou.
Que cheiro esquisito é esse?
De couro? Ah, é o progresso.
O curtume ali se instalou.
Dia de chuva
Cadê o passarinho?
Que cheiro esquisito é esse?
Azedo. Hum... A usina ali se instalou.
Que barulho é esse?
A cidade cresceu
E o movimento gerou
Hum! Muito barulho
Atchim! Atchim!
Que atchim é esse?
É a fumaça da cana.
É o pó de arroz do secador.
É o emprego do meu pai.
Hum... atchim!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
POEMA PROJETO
O projeto é confundido com o produto
mas não é o produto
o projeto é o caminho
que passa pelo produto
e se continua
até o fim do produto
e se continua
pois o projeto é um caminho
assim
o projeto não é a cadeira
a ponte, o arranha-céu, a cidade
o garfo, a faca, a cozinha
o refrigerante, a embalagem, o automóvel
o ursinho de brincar
o projeto não é o sapato
nem o biodigestor
nem a fábrica nem a indústria
pois o projeto não é a instituição
o projeto é o processo
o produto um dos seus resultados
[a atividade do projeto é um caminhar
que passa pelo produto e se continua]
o projeto é aperfeiçoável; exercitável, aprendível
o projeto não é o produto
assim a complexidade do projeto não está no produto
[a complexidade do produto é inerente a este]
a complexidade do projeto está no seu caminho
na maneira de sua condução
[um simples pote de barro pode resultar de
complexa atividade projetual]
o projeto pode ser ir da casa até a fonte
[quando o caminho não é suficientemente conhecido]
o projeto pode ser a atividade exercida
para resolver problemas diários
o projeto não é a luz, mas uma das
maneiras de obtê-la.
[José Luiz Mendes Ripper; agosto, 1982]
5ª OFICINA-OFICINA LIVRE ORIENTAÇÃO DE PROJETOS
Oficina de elaboração do projeto
Nosso 5º encontro aconteceu no dia 15 de abril nas dependências da Secretaria Municipal de Educação. Iniciamos nosso encontro com a leitura do poema Projeto de José Luiz Mendes Ripper. Nesta oficina vamos dar inicio a elaboração dos projetos que serão desenvolvidos pelos professores em suas respectivas escolas. Apresentei através de slides uma seqüência de como elaborar um projeto, suas etapas e estruturas. Em seguida, os cursista escolheram o tema de seu projeto de acordo com a relevância para sua clientela. Posteriormente, passaram a debater sobre a situação-problema. Por conseguinte, iniciaram o levantamento bibliográfico que servirá como fundamentação teórica para a elaboração do projeto Então, foi escolhido os seguintes temas e ficando estabelecido que : A Professora Márcia Regina trabalhará com o projeto “Rádio na Escola”, a professora Claudete ”Poetas da Escola” Professoras Marcilene e Camila Projeto “A importância da poesia para o prazer da leitura”, Professoras Viviane e Lucélia “Folclore Regional e por a fim a professora Jéssica Balen o projeto “Fotografando a minha realidade”. Foi um encontro muito proveitoso, onde cada professora já saiu com um esboço de seu projeto. Encerramos o encontro, orientando sobre a próxima oficina.
